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  • RicarBernardo

In Flames São Paulo 21/10/2017

"Uma noite para se lembrar” foi como Anders definiu a noite de ontem logo no começo do show do In Flames. E ele foi correto nesta colocação. Desde o primeiro acorde da intro The Awakening da banda Reckoning Hour até o ultimo acorde da musica The End que fechou o show do In Flames o publico presente assistiu a um verdadeiro espetáculo de técnica, musicalidade, carisma e Metal. Como todos sabem, ou deveriam saber, show da Liberation tem hora pra começar e hora para terminar. Os portões abriram as 18:00 e as 19:00 a banda Reckoning Hour estava no palco conforme informado. A banda acabou de voltar por uma turnê pelo nordeste para acompanhar o In Flames nos shows do Rio de janeiro, São Paulo e Curitiba. E, com certeza, foi uma ótima pedida. Usando para o show a mesma intro do cd “Between Death and Courage” lançado no ano passado a banda criou nos presentes, que já ocupavam boa parte do Via Marques, uma grande expectativa do que estaria por vir. Quando começou Misguided, segunda do Cd e do Show, a expectativa virou surpresa pois para os fãs de In Flames, Soilwork, Killswitch Engage e demais bandas deste estilo, temos ali um representante nacional a altura. Formado por JP nos vocais, Philip Leander na guitar e backing vocal , Lucas Brum na outra guitar, Johnny Kings na bateria e Cavi Montenegro no baixo ficou evidente que a banda agradou a todos presentes. Com pouco discurso entre as 6 musicas que tocaram, a banda com certeza angariou ali mais uma leva de fãs. Destaque para o vocalista que, ao vivo, executa as musicas com perfeição, alternando vocais limpos e guturais com facilidade. Encerraram o show com a musica que dá nome ao CD e foram ovacionados por todos os presentes. Acompanhe o Reckoning Hour pois com tanta qualidade o melhor deles ainda está por vir. Nesta hora podemos perceber o via Marques todo tomado por um publico bem heterogêneo de fãs antigos e novos que se misturavam para assistir a banda. O In Flames veio mudando seu estilo ao longo dos anos o que naturalmente levou uma serie de fãs mais fieis ao death metal melódico que a banda praticava. Mas as mudanças também trouxe uma grande quantidade de fãs que aprova a fase atual da banda, que para mim, permanece sem estilo definido, apenas Metal de qualidade. Eram pouco mais de 20:00 quando a introdução de Drained começou a ser tocada nos samples e a banda entrou no palco sob muitos aplausos. Esta musica é do ultimo álbum Battles e teve seu refrão cantada por todos os presentes, surpreendendo até a banda que talvez não esperasse uma recepção tão calorosa. Na sequencia emendaram mais uma do novo álbum, Before I Fall que possui um ritmo mais cadenciado fazendo os ânimos se acalmarem, porém os refrões também foram cantados em unissono pelos presentes. Neste momento a banda deu boa noite e Anders pediu desculpa a todos por ter demorado tanto tempo para retornar. Mas que aquela noite iria ser uma noite a ser lembrada por todos. Björn então começou os acordes de Everything's Gone que fez as primeiras rodas abrirem na pista do Via Marques. Para o desespero de alguns casais abraçados que assistiam ao show próximo ao palco. Ao final Anders anuncia que era hora de tocar algumas musicas mais antigas da banda e tocaram, sem intervalo , Take this Life, Trigger e Only for the Weak. Por serem grandes sucessos as três musicas foram cantadas e agitadas por todos presentes e foi então que ficou evidente, para todos presentes, o que estava sendo presenciado : - Anders Fridén, como ele mesmo disse, já não consegue cantar com tanta facilidade as musicas mais antigas da banda e hoje compõe musicas que se encaixam mais no seu alcance vocal atual. Nem por isso ele deixa de cantar as musicas antiga, como nesta sequencia de sucessos. Porém, quando no meio de alguma musica o vocal dele complica ele toca a bola pra plateia que acabou percebendo sua deficiência e cantou tudo a plenos pulmões. Esta “parceria” entre Anders e o publico fez com que cada um ali se sentisse como parte do show e da banda. - Todos os solos, sem exceção, são feitos por Björn que incorpora o guitar hero e toca tudo com perfeição. E o legal é que na outra guitarra, Niclas Engelin parece não dar a mínima para isso. A impressão que dá é que ele até prefere, pois assim ele consegue interagir mais com o publico tocando sua guitarra base. - O baterista Joe Rickard não é ruim assim como seu indicado para o baixo Bryce Paul mas eles executam tudo como se fosse um robô. Quem viu Daniel Svensson e Peter Iwers sabe que eles tocavam suas partes e ainda inventavam mais ao vivo. Talvez com mais tempo de casa e shows ele consiga se soltar, Niclas quando veio para o Brasil tinha recém entrado na banda e também era assim. Mas o Joe quase virou o vilão da noite... continue lendo. Isto posto ficou fácil entender porque a cada musica executada a alegria e interação entre banda e publico era maior. Anders então, falava com o publico como se estivesse numa mesa de bar com amigos. Para a alegria dos fãs mais antigos a banda tocou Moonshield e The Jester Dance do Album The Jester Race de 1995. Inclusive deve-se elogiar o set-list elaborado pela banda especialmente para esta turnê pela America Latina. As musicas escolhidas cobriram, praticamente, todas as fases da banda. Logicamente que com tantos sucessos alguns ficariam de fora, mas não no show de São Paulo. Como a banda veio executando este mesmo set-list com as mesmas musicas, na mesma ordem , desde o primeiro show da turnê no dia 12/10 no Mexico, não era surpresa para nenhum fã ali presente, que após a musica “ The Quiet Place” viria “The End” que encerraria o show. Porém do meio da pista do Via Marques iniciou-se um coro pedindo o grande sucesso Cloud Connected. Coro este que foi tomando o local toda para surpresa da banda. Anders então olhou para os companheiros de banda pedindo a aprovação, Niclas deu seu OK de imediato, Björn tocou uns acordes e lembrou que a afinação era diferente pedindo para trocar de guitarra, o Bryce também sinalizou estar tranquilo. Porém Joe, lá da bateria, acenou com a cabeça uma negativa e deu de ombros como se não tivesse a menor ideia de como se toca essa musica. Mas o coro não parou e a banda toda cercou o baterista que a essa altura já tinha percebido que teria que tocar a musica de qualquer jeito. Sendo assim a banda executa a musica que não estava no set list para a alegria de todos. E finaliza o show com The End. A banda se despede prometendo não demorar tanto para retornar ao Brasil. Mais uma vez os anos de espera valeram a pena, pois a demora foi recompensada com um show memorável de grande qualidade e profissionalismo. Agradecemos a Liberation pela grande iniciativa de trazer a banda. e pelo credenciamento e atenção dados a nossa equipe. Set List Reckoning Hour: The Awakening Misguided Condemned to Failure Eye for an Eye Newborn Generation Into the Uprising Between Death and Courage Set List In Flames: Drain Before I Fall Everything's Gone Take This Life Trigger Only for the Weak Dead Alone Darker Times Drifter Moonshield The Jester's Dance Save Me Alias Here Until Forever The Truth Deliver Us The Mirror's Truth The Quiet Place Cloud Connected (atendendo a pedidos) The End



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